14 de Abril de 2011
Aqueles dias que se passaram tão rápido que nem pude notar, foram iguais. Sentava me em um banco com um papel de abelinhas sobre ele e ficava por vários minutos observando um espaço vazio, totalmente em branco até que eu via uma luz.
Colocava a mesma música, derrubava várias lágrimas, mexia meus dedos sobre o teclado sujo e meio estragado, e ia descobrindo palavras, descobrindo minha mente, ele funcionava assim uma vez por semana, mais ou menos. Ou então eu passava várias delas sem escrever absolutamente nada, sem lembrar-me da verdade que estava na frente dos meus olhos; mesmo que minha visão fosse meio embaçada e na maioria das vezes eu não via muita coisas além do que eu queria ver. Mas hoje sem motivo algum além da saudades, eu estou chorando, eu estou com medo, eu estou me sentindo tão sozinha, tão desprotegida e só queria que alguém segurasse o meu ombro e falasse com um sorriso, não chore mais minha menininha, tudo vai ficar bem. Mesmo que por um segundo eu pense que isso vai acontecer, já vale. Mas a última vez que eu ouvi qualquer palavra de esperança, foi quando a M.M me abraçou e chorou dizendo “ Eu vou agüentar isso, não chore, não se preocupe, nós vamos superar..” Mudei as palavras, pois esse dia já passou a tanto tempo que posso considerar como uma passado distante.. Mas eu me lembro dele como se fosse ontem, calma ontem eu estava exatamente como hoje, assim um lixo me sentindo um lixo... Preciso dizer adeus agora.
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